A multinacional Bunge Alimentos, sediada no município de Uruçuí
dá um prejuízo anual para os cofres do Estado do Piauí
de pelo menos 150 milhões de reais. Isto porque foi concedido
à multinacional isenção total por um prazo de 12
anos. Este prazo pode chegar até 15 anos dependendo dos acordos
futuros entre o Governo e a empresa.
O decreto concede à Bunge a isenção sobre os seguintes
itens: óleo bruto de soja, óleo refinado de soja, gordura
hidrogenada, farelo de soja, ração animal, importação
de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos industriais
e suas partes, peças e ecessórios, matérias primas
e embalagens.
A Bunge fez um investimento no Piauí de 420 milhões e
gerou apenas 60 empregos diretos para os habitantes da cidade de Urucuí.
Outros 60 técnicos foram remanejados de outras unidades da empresa.
Atualmente a multinacional processa 600 mil toneladas de soja por ano.
Para isso gasta em torno de 600 m3 de lenha por dia.
A Fundação Águas – Funaguas ajuizou ação
contra a multinacional através de agravo de instrumento, no TRF
1a. Região em Brasília, por entender que os danos ambientais
e sociais promovidos pela empresa são incalculáveis. De
acordo com o Presidente da ONG não existe nenhum posicionamento
contra a Bunge para que ela permaneça no Piauí. O que
queremos é promover o desenvolvimento e preservar o meio ambiente.
Da forma que a Bunge está fazendo e o Governo do Piauí
aceitando é que não concordamos. A Bunge e o Governo entendem
que não precisam respeitar a legislação ambiental,
pelo menos é isso que parece.
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