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| 1. Desmatamento
no Brasil entra no Guinness 2005 |
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A nova edição do livro dos recordes, que chega às
lojas em novembro, vai apresentar o Brasil como recordista em áreas
desmatadas. Segundo o Guinness 2005, o País perdeu no século
passado uma área de florestas equivalente ao Estado de Sergipe.
A média anual de devastação de matas entre 1900
e 2000 foi de 22. 264 mil km².
A China, segundo a publicação, é o país
que mais planta árvores. Na década de 90 o replantio abrangeu
18 mil km² do território, uma área equivalente ao
Kuwait.
O Guinness 2005 mostra também os Estados Unidos como recordistas
em emissão de dióxido de carbono (CO2), com quase 6 bilhões
de toneladas lançadas na atmosfera em 2001. O CO2 é um
dos principais gases causadores do aquecimento global e os Estados Unidos
são os principais oponentes ao Protocolo de Kioto, que estabelece
a redução gradativa das emissões em todo o mundo.
A metrópole com o ar mais poluído no mundo é a
Cidade do México, os finlandeses são os mais preocupados
com o meio ambiente, a Alemanha tem o maior índice de reciclagem
de papel e papelão (até 80%) e a Suíça é
recordista em reciclagem de vidro (91%).
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| 2. CHANTAGEM |
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Judson
Barros – Presidente da Funaguas
A
BUNGE chantageia. O processo iniciado pela FUNÁGUAS é
um perigoso precedente para a multinacional e suas praticas predatórias
não mais admissíveis num mundo onde é crescente
a necessidade de se implantarem modelos de desenvolvimento sustentável.
Os meios de comunicação, coniventes que são, não
dão o direito de voz à FUNÁGUAS. E a BUNGE vai
impondo a sua versão . A FUNÁGUAS não é
e nunca foi a favor da saída da multinacional do Estado, o que
a FUNÁGUAS não aceita é que para um pretenso desenvolvimento
sejam sacrificados os recursos naturais do Estado, que se transforme
os Cerrados em deserto. O que a FUNÁGUAS propõe para a
multinacional é que a mesma substitua a matriz energética,
que troque o uso da lenha – responsável pela devastação
dos Cerrados – por uma outra menos danosa ao mio ambiente. O que
a empresa quer é evitar o precedente que essa troca implica e
o inevitável questionamento nos outros estados onde a empresa
ainda faz uso da lenha. O grupo político do Piauí defendendo
interesses pessoais que muitos desavisados não sabem, apóiam
o modelo retrógrado já rejeitado no mundo civilizado –
argumentam, descaradamente que, se em outros Estados a empresa usa lenha
porque que justo no Piauí iria ser diferente – pois a FUNÁGUAS
pensa diferente e aposta no desenvolvimento do Estado com o pleno respeito
ao meio ambiente. O que se deseja é que os meios de comunicação
tenham a hombridade de propicia à sociedade um esboço
imparcial da questão dando voz à razão e não
apenas à multinacional e a um Governo que, até o momento
não tem se mostrado defensor dos interesses do povo desse Estado
mas apenas de interesses particulares e outros de duvidoso valor social.
PETIÇÃO
O direito discutido é de natureza difusa, e sua titularidade,
portanto, é da coletividade indeterminadamente. Assim, não
se há de considerar a FUNÁGUAS e seus membros como meros
assistentes simples, mas com verdadeiros litisconsórcios ativos,
tão titulares do direito ao meio ambiente equilibrado quanto
quaisquer outros agente social. Logo, como titular do direito discutido
e litisconsorte ativo a FUNÁGUAS tem o direito de se opor à
celebração de tal acordo, pois entende que o mesmo é,
de todo, desfavorável à preservação dos
cerrados. A FUNÁGUAS em sua relação com a parte
contraria, goza de posição autônoma e por tanto
independente dos demais integrantes do pólo ativo. - Art. 46-
I e 48 do CPC.
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| 3. W.
Dias e deputados discutem o caso Bunge |
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O
governador Wellington Dias iniciou agora pouco, reunião a portas
fechadas com doze deputados estaduais para tratar da questão
que envolve a Bunge Alimentos. A empresa estaria na iminência
de sair do estado do Piauí, por conta da pendenga judicial em
torno da matriz energética. O encontro acontece no Salão
Azul do Palácio de Karnak.
Eles estão reunidos com o objetivo de discutirem uma solução
para o caso. Na reunião com o governador estão presentes
os deputados João de Deus, Olavo Rebelo, Leal Júnior,
João Mádison, Hélio Isaías, Flávio
Nogueira, Mauro Tapety, Warton Santos, Nerinho, Wilson Martis, Tadeu
Maia e Luciano Nunes, além do secretário de Desenvolvimento
Rural, Sérgio Vilela e o diretor de assuntos jurídicos
Adelmo de Barros.
Depois
da reunião com os parlamentares, o governador vai se reunir com
representantes da região de Uruçuí, e possívelmente,
numa reunião posterior, com representantes da multinacional Bunge
Alimentos.
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| 4. TRF
impede que multinacional use lenha como matriz energética |
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Selene Almeida condiciona funcionamento da Bunge A decisão vinha
sendo mantida em sigilo, mas desde o dia 26 de fevereiro a desembargadora
Selene Maria Almeida do Tribunal Regional Federal da 1ª região
de Brasília determinou que a Bunge, instalada em Uruçuí
deixe de usar como força motriz a lenha que alimenta suas caldeiras,
sob pena da empresa ser fechada.
"Faculto
a Bunge a substituição da lenha por outra matriz energética
menos danosa ao meio ambiente. Na hipótese de discordância
a imediata suspensão de suas atividades na unidade de Uruçui",
diz o documento.
No despacho a magistrada determinou ainda que a mineradora Graúna,
responsável pelo fornecimento da lenha para a multinacional,
suspenda imediatamente o corte na região dos cerrados, sob pena
de pagar uma multa diária de R$ 5 mil.
A desembargadora federal atendeu a um agravo de instrumento, ajuizado
pela Fundação Águas (FUNAGUAS) - Ong que enunciou
à Procuradoria da República no ano passado o desmatamento
indiscriminado nos cerrados para alimentar as caldeiras da Bungue.
Ainda em 2003, o Procurador da República, Tranvanvan Feitosa
ajuizou uma Ação Civil Pública contra a multinacional,
após uma visita "in loco" à sede da empresa.
O juiz da 2ª Vara Federal, Sando Helano chegou a conceder prazo
de 60 dias para que a Bunge fizesse um novo estudo de impacto ambiental.
A FUNAGUAS chegou a pedir o fechamento da empresa.O diretor da Ong,
Judson Barros comemorou a decisão e disse que ela representa
uma "vitória do povo do Piauí." O ambientalista
frisou que o desmatamento na região dos cerrados "virou
um negócio lucrativo. Um metro de lenha é comprado em
média por R$ 0,80 e vendido por R$ 25." Barros quer ainda
a responsabilização do Estado e da empresa "por esse
crime ambiental absurdo que foi cometido." A empresa foi notificada
da decisão no último dia 9 de março.
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| 5. Audiência
em Antônio Almeiira era para tratar do reflorestamento dos Cerrados |
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A Audiência Pública marcada para esta quinta-feira(20)
no município de Antônio Almeida (Sul do Piauí),
para a discussão do projeto de reflorestamento de eucaliptos
aconteceu sem a presença das promotorias federal e estadual,
como também não marcaram presença representantes
da Funáguas.
A audiência é a terceira de uma série de audiências
públicas que a Secretaria do Meio Ambiente – Semar, está
realizando, por solicitação da Justiça Federal,
após o recebimento de uma ação judicial do Ministério
Público Estadual.
Elas têm como objetivo, além de esclarecer sobre os projetos
desenvolvidos na região dos Cerrados, também colocar à
disposição da população e órgãos
interessados a apresentação dos relatórios de Impacto
Ambiental das empresas em discussão.
Entretanto, na segunda-feira(17), às 8h, na Secretaria Estadual
do Meio Ambiente, aconteceu uma audiência pública, mas
para discutir o impacto ambiental nos Cerrados. Em especial avaliar
a instalação da mineradora Graúna, responsável
pelo fornecimento de lenha a Bunge, também realizada em Antônio
Almeida.
A instalação da Bunge Alimentos foi discutida na terça-feira(20).
Nesta sexta-feira (21), a audiência pública será
no município de Uruçuí, às 10 horas, no
Fórum Desembargador Ernesto Baptista, com a mesma finalidade.
Com Assessoria de Imprensa
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| 6. Relatório,
preparado pelo IPT/USP, será apresentado em julho |
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O
diretor de comunicação institucional da multinacional
Bunge Alimentos, Herculano Martins, informou que a empresa encomendou
ao Instituto de Pesquisa Tecnológica da Universidade de São
Paulo (IPT/USP), relatório que mostra a invalidez no uso da matriz
energética pet coke, pela esmagadora de soja, em substituição
à lenha dos cerrados piauienses. “Este relatório
está sendo preparado e deve ser entregue até julho”,
anuncia o diretor.
Martins também repassou à reportagem parecer da Associação
Brasileira de Cimento Portland que revela o que pode causar o uso do
pet coke ao meio ambiente.
"Os
impactos ambientais gerados pela utilização de Coque de
Petróleo na indústria de cimentos relacionam-se às
atividades de transporte de carga e descarga, estocagem, manuseio e
queima deste produto em fornos de clínquer.
Os principais impactos ambientais observados estão associados
ao comprometimento da qualidade do ar, das águas superficiais,
do solo e das águas subterrâneas, da visibilidade, diminuição
da capacidade fotossintética das plantas, impacto visual, redução
do valor das propriedades próximas às indústrias,
e efeito estufa.
Outros impactos de menor repercussão ou abrangência podem
ser verificados em condições locais específicas.
No geral, os impactos são similares por outros combustíveis
sólidos.
Mais impactos Outros impactos potenciais caracterizaram-se como impactos
à fauna terrestre e aquática, cadeia alimentar, assoreamento
de corpos d'água, sedimento de fundo de rios e canais portuários,
entre outros", finaliza.
Mesmo diante da exposição feita pelos representantes da
Bunge, durante audiência solicitada pelo MPF e realizada no auditório
da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR), o
procurador Tranvanvan Feitosa, não achou consistente o exposto.
Segundo ele, na apresentação do Estudo de Impacto Ambiental
da esmagadora, não houve a preocupação com a fauna
do local.
Ele disse que vai esperar relatório por parte da empresa que
prove que o uso de pet coke causaria danos inrreversíveis ao
meio ambiente, já que entende que o que estaria pesando por parte
da Bunge para a adoção da nova matriz energética
é o "custo do produto".
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| 7. Senador
Heráclito Fortes diz que o assunto Bunge também tem caráter
político |
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A Indústria de Alimentos Bumge, que está instalada no
Estado há três anos, ameaça fechar as suas portas,
ontem a noite (22), trabalhadores da Bunge reuniram-se e decidiram realizar
uma grande paralisação, provavelmente na quarta-feira
(25), eles irão fechar todas as vias que dão acesso à
indústria.
De acordo com o Senador Heráclito Fortes (PFL), esse assunto
vem dando sinal de alerta a algum tempo, e diz compreender a decisão
da Bunge, pois quando a mesma foi instalada no Piauí, foi informado
que esta utilizaria a lenha como fonte energética, e não
entende que mesmo depois do resultado de lucros para essa região,
a indústria receba uma medida prejudicial, e coloca que o assunto
além de ser jurídico, também tem o caráter
político.
"
O que o governo do Piauí precisa, é trabalhar no sentido
de levar a coisa a sério, até o dia de hoje, a bancada
federal nunca foi acionada, para desenvolver de maneira unida, e maneira
coletiva, discutir a questão, acho que os que estão no
poder, são os poderosos, e que sozinhos pensam que vão
resolver as questões..., tem que deixar as questões políticas
e partidárias e se pensar no Piauí".
O senador ainda coloca, que está faltando ação
e disposição do Governo, no que diz respeito a resolver
esse problema da Bunge, e diz achar estranho o fato da indústria
fechar no Piauí, e os estados do Maranhão e Tocantins
se oferecerem para receber a indústria, utilizando a mesma fonte
energética, e indaga que a madeira utilizada, é mesma
do desmatamento da própria área, e que não está
acontecendo um desmatamento predatório
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| 8. Solicitação
partiu do deputado estadual João de Deus |
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O deputado estadual João de Deus (PT) sugeriu durante a sessão
de hoje, na Assembléia Legislativa, a criação de
uma comissão formada por deputados para ajudar juntamente com
membros do Judiciário e do Executivo, na busca de uma solução
para o impasse que põem em risco a permanência da Bunge
Alimentos no estado do Piauí.
A proposta será apresentada por escrito durante a sessão
desta terça-feira, na AL. A proposição aconteceu
durante discurso na Tribuna proferido pelo deputado João Mádison
(PMDB) em torno do assunto, quando o deputado pediu um aparte.
A assessoria de comunicação informou agora pouco, através
de e-mail que o petista entrou em contato com o governador solicitando
uma audiência e que ela ficou agendada para as 15h30 desta terça-feira,
no Palácio de Karnak.
Durante a reunião, serão ouvidos representantes da Bunge
e de todos os partidos políticos.
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| 9. W.Dias:"A
Bunge não sairá do Estado, vamos é trazer outras
empresas" |
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O governador Wellington Dias se pronunciou do Rio de Janeiro por telefone,
sobre a multinacional Bunge Alimentos, ao programa Jornal do Piauí,
do canal Cidade Verde, hoje (23).
Wellington Dias falou que a empresa ameaçava não ser estalada
no Piauí, mas na hora que assumi o governo lutei para a Bunge
se estalar, criar empregos e trazer verbas ao Estado.
"Estive
com o dono da Bunge e ele manifestou receio ao ter que fechar os projetos
de investimento no Estado de 2004/2005, mas mesmo assim ele manifestou
interesse em investir na empresa e de receber investimento", falou
Wellington Dias.
"Acho
que temos condições de ficar com a Bunge no estado e vamos
lutar para ela ficar em Uruçuí, no Sul do Piauí.
As leis são as mesmas em todos os estados, em Tocantins, Maranhão
ou Piauí", declarou o governador.
W.Dias ainda completou: "A Bunge não sairá do Piauí,
vamos é trazer outras empresas para investir no Estado".
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| 10. Osmar
Junior:"Não é possível o mundo aclamar por
emprego e o Piauí deixar a Bunge fechar" |
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O vice-governador, Osmar Junior, concede uma entrevista a um programa
de televisão local, para reforçar a declaração
feita pelo governador Wellington Dias, hoje (23), sobre a Bunge Alimentos.
"Não
é possível que o mundo aclame por empregos e Sul do Piauí
deixe a Bunge ser fechada, causando com isto o desemprego de varias
pessoas e a saída de investimento da região", declarou
o vice-governador.
Osmar Junior, ainda explicou que se a Bunge fosse prejudicar o Estado
ele seria o primeiro a ser contra. A madeira utilizada como combustível,
é queimada na empresa ou a céu aberto como antes, para
os agricultores fazerem suas plantações.
"A
justiça está fazendo os investimentos pararem de entrar
no Estado, por causa das denuncias feitas para a preservação
ambiental, por pessoas que não compreenderam como a lenha é
retirada do meio ambiente ", falou Osmar Junior.
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| 11. Tribunal
se julga incompetente para julgar recurso do Governo |
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A Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda
não decidiu se o Tribunal é competente ou não para
julgar o pedido de suspensão de tutela antecipada movido pelo
Governo do Estado do Piauí, que recorreu de decisão de
juíza do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF
1ª Região), que impediu o fornecimento de lenha à
Bunge Alimentos.
O TRF concedeu à Fundação Águas do Piauí
(Funáguas) a suspensão das atividades da empresa Mineração
Graúna Ltda., que extraía madeiras na Fazenda Graúna,
localizada no município de Antônio Almeida (Piauí),
fornecendo a matriz energética lenha à Bunge Alimentos
- que, diante da decisão, precisa mudar sua matriz energética.
O ministro Edson Vidigal, presidente do STJ, informa não existir
notícia de que o colegiado do TRF 1ª Região tenha
julgado recurso apresentado pela Funáguas. Portanto existe apenas
decisão singular da juíza, o que gera a incompetência
do STJ neste momento processual, pois ainda não se esgotaram
os possíveis recursos a serem interpostos na instância
do TRF. Assim, não pode ser apreciado no STJ o pedido do Estado
do Piauí sob pena de supressão de instância.
O processo começou com uma ação civil pública
intentada pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal
contra a União, o Estado do Piauí, a Bunge Alimentos S/A
(unidade de Uruçuí), a Mineração Graúna
Ltda. e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama). A ação visa "resguardar
o ecossistema cerrado através de uma atuação preventiva,
tendo, por fim, um desenvolvimento que seja sustentado e conseqüentemente
resguarde além do cerrado a bacia hidrográfica do rio
Parnaíba".
Inicialmente, a 2ª Vara Federal da Seção Judiciária
do Piauí indeferiu pedido de antecipação de tutela
feito pelos MPs. A antecipação de tutela permite a execução
imediata de um direito material até que julgada a ação,
mas esse direito pode ser revogado a qualquer momento (suspensão
de tutela antecipada).
Após essa decisão, a Funáguas obteve a antecipação
no TRF 1ª Região, onde a relatora determinou a imediata
suspensão das atividades realizadas pela Mineração
Graúna Ltda. A empresa teria de pagar R$ 5.000,00 por dia se
descumprisse a ordem.
A seguir, o Estado do Piauí requereu ao STJ a suspensão
de tutela antecipada e, para tanto, alega grave lesão à
ordem e à economia públicas. Sustenta que a Bunge Alimentos
S/A construiu no Piauí a maior planta fabril da soja brasileira
e, com a paralisação das atividades da referida empresa,
todos os produtos de soja piauiense atravessarão dificuldades
de monta, com possibilidade de bancarrota.
Diz, ainda, que sofrerão prejuízos irreparáveis
com perda total da safra os pequenos e médios produtores de soja
do cerrado piauiense que transacionam suas colheitas com a Bunge, "pois
a Bunge é a única que possui estrutura de secagem e armazenagem
dos grãos de soja".
Afirma que "milhares de empregos diretos e indiretos gerados pelo
investimento correm o risco de serem extintos, apesar de representarem
melhoria das condições de vida de grande parte da população
da região sul do estado - a mais pobre". Por fim, enfatiza
que a mudança da matriz energética determinada na decisão
demandará muito tempo e vultosa quantia, não podendo a
empresa ficar com suas atividades suspensas até sua efetivação,
causando enormes prejuízos para a economia piauiense.
Sobre a questão, o Ministério Público Federal se
manifestou pelo indeferimento do pedido, pois a decisão do TRF
1ª Região foi parcialmente reconsiderada para "autorizar
o prosseguimento das atividades da Bunge Alimentos S/A com a utilização
da matriz energética lenha ou até que seja esgotado o
estoque de lenha existente até o dia em que foi efetivada a intimação
das partes sobre a decisão atacada". Ao final, ressalta:
"Após o esgotamento da sua reserva de lenha, a matriz energética
não deverá ser mais a lenha."
Em sua decisão quanto à incompetência do Tribunal
para apreciar o caso, o presidente do STJ lembra não ser admissível
alargar a competência de uma Corte de uniformização
e transformá-la em revisora, "como quer aqui o requerente,
o que impede o sucesso de seu pedido, isso porque é exigível
o prévio esgotamento de instância para que se possa ter
acesso à excepcional medida de contra-cautela".
Ele ressalta estar o presidente do STJ autorizado a suspender execução
de liminar concedida em única ou última instância
pelos tribunais regionais federais ou pelos tribunais dos estados e
do Distrito Federal quando a controvérsia contiver índole
infraconstitucional. "Como visto, o requerente pede a suspensão
da antecipação de tutela concedida em agravo de instrumento
por desembargadora federal relatora", prossegue o ministro.
Para ele, o Estado do Piauí não observou a legislação
em vigor, que fixa a competência da presidência do STJ para
conhecer o pedido de suspensão apenas de ato judicial de única
ou última instância. Assim, sem decisão última
da instância de origem, não foi inaugurada a competência
do Superior Tribunal de Justiça para julgar o caso, portanto
foi negado seguimento ao pedido.
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| 12. Multinacional
poderá queimar lenha existente em seus estoques |
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Em decisão do 14 deste mês a desembargadora federal, Selene
Maria de Almeida do Tribunal Regional Federal da 1ª região
de Brasília, voltou atrás na sua decisão do dia
26 de fevereiro, onde obrigava a multinacional a mudar sua matriz energética.
No despacho a magistrada reconhece que a BUNGE pode continuar usando
a lenha como sua fonte energética, mas determinou que uma averiguação
por parte do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) para checar
se o estoque de lenha existente no depósito da multinacional
possui autorização do órgão de meio ambiente
para a queima.
Segundo o ambientalista Judson Barros a decisão da desembargadora,
apesar de revista, pode complicar ainda mais a empresa. "Eles agora
terão que provar que a madeira estocada lá tem que ter
a autorização do IBAMA, sob pena de levar multa diária
de R$ 20 mil" observa.
O Procurador Geral do Estado, Plínio Clerton disse que a desembargadora
agiu de bom senso ao permitir que multinacional utilizasse a lenha já
existente em seu depósito. "A empresa conseguiu provar que
os danos ao meio ambiente não são tão alarmantes"
, declarou. O Estado participa da ação, porque envolve
questões ambientais e contribuiu diretamente para a instalação
da empresa. O recurso para Brasília foi interposto pela Procuradora
do Estado Márcia Franco.
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| 13. Bunge
tem dados de que o pet coke é nocivo. MPF acredita que ela não
têm e não quer é usar |
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Pet Coke gera polêmica entre Bunge e MPF O procurador da República,
Tranvanvan Feitosa, solicitou informações sobre o pet
cok à Petro Energia Indústria e Comércio LTDA,
sediada em Pernambuco; à Secretaria de Ciência, Tecnologia
e Meio Ambiente de Pernambuco e a empresa Figener S. A. Engenheiros
Associados, sediada em São Paulo. As informações
repassadas por essas entidades diferem totalmente das que são
repassadas pela Bunge, que encomendou ao Instituto de Pesquisa Tecnológica
da Universidade de São Paulo (IPT/USP), relatório que
mostraria a invalidez no uso da matriz energética pet coke. A
Bunge diz que torna público esse relatório em julho, prazo
em que estará pronto.
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco
enviou ao procurador no Piauí as “Condições
para utilização de Coque Verde de Petróleo –
CVP Como Combustível em Fornos e Caldeiras”. Titulado de
“Norma Técnica”, deixa explícito que a empresa
que pretender utilizar o CVP, deverá apresentar apenas um relatório
à secretaria com os seguintes índices: Consumo diário
pretendido, origem e dados dos fornecedores, características
físico-químicas, inclusive granulometria, tipos e quantidades
de fornos ou caldeiras, condições de armazenamento e manuseio,
indicação se utiliza chaminé individual ou coletiva,
dimensionamento da chaminé em função do consumo
diário pretendido e informações sobre a existência
de sistema de controle de poluição atmosférica
na chaminé.
A empresa Figener S.A. Engenheiros Associados responde ao ofício
da Procuradoria da República, dizendo “no que tange à
utilização do coque de petróleo, enfim, cabe dizer
inicialmente que se trata de um combustível sólido de
baixa qualidade com respeito à facilidade de ignição
do mesmo, devido à baixa presença de voláteis.
Entretanto, modernas tecnologias de combustão vêm dando
conta de resolver esta deficiência”.
Segundo ainda a Figener, “talvez oportuna se faça aqui
a menção a algumas instalações que no mundo
fazem uso do coque de petróleo em larga escola: Nelson Industrial
Steam Company (West Lake, Louisiana, EUA) e JEA, (Jacksonville, Flórida,
EUA)”. Por fim, conclui dizendo: “consolidando esta curta
digressão, pode-se dizer que o coque de petróleo tem sido
usado em muitos países como combustível, bastando para
tal: haver compatibilidade do sistema de combustão para combustão
integral do coque, existência de equipamento de tratamento de
gases adequadamente selecionados e operados para que possa ser obtidas
seguramente as emissões de óxidos de enxofre dentro dos
padrões ambientais estabelecidos”.
Já com a Petro Energia Industrial, o procurador trava um diálogo
disponibilizado abaixo, que levanta alguns pontos sobre o produto.
MPF: Qual a fonte de procedência do Pet-Coke importado pela PETRO
ENERGIA IND. E COM. LTDA? Petro: Venezuela
MPF: Confirmar as análises técnicas do Boletim Informativo
no que atine a Análise Elementar do Produto
Petro: Os valores constantes em nosso Boletim Informativo Nº 1,
representam valores médios da composição elementar
do CVP, ofertado comercialmente como combustível. Em nossas tratativas
comerciais são devidamente analisados os seguintes itens: PCI,
PCS, teor de enxofre (%), HGI, Umidade.
MPF: Confirmar informações de que atualmente já
se tem disponibilidade de Pet-Coke com quantidades de enxofre menores
do que as explicitadas no informativo anexado
Petro: Atualmente estamos comercializando nosso CVP com teor de enxofre
máximo de até 4,85% (base seca), pois o Pet-Coke com enxofre
menor tem um preço muito alto
MPF: Informar o Poder Calorífico Inferior (PCI) mínimo
e máximo de PET-Coke e o da lenha a 30% e a 50% de umidade (lenha
cortada verde).
Petro: Com relação ao CVP, temos: PCI 8.220 Kcal/Kg –
Com relação a lenha, existe uma variação
no PCI de acordo com o tipo e a umidade da mesma. Existe uma variação
na lenha da mata com CPI de 1.800 Kcal/Kg à 2.750 Kcal/Kg, conforme
boletim informativo nº 2, da Petro Energia
MPF: Na eventualidade de substituição da matriz energética
“lenha”, nas condições supra, pelo Pet-Coke,
qual seria o impacto desta modificação para os custos
da empresa que se propuser a proceder a ela, considerando o preço
médio da lenha à R$ 22,00 o metro cúbico com 30%
e 50% de umidade?
Petro: Considerando-se a utilização de lenha nativa, com
umidade variando de 30% a 50%, temos uma variação Gcal.
Gerada no valor de R$ 26,00 a R$ 47,80 R$/Gcal. Para CVP o preço
na
condição F. O. B. (retira no Porto do Recife) temos o
valor de R$ 31,14 R$/Gcal.
MPF: A PETRO ENERGIA IND. E COM. LTDA tem disponibilidade de fornecer
para empresa instalada no sul do Piauí uma quantidade diária
estimada de 84 toneladas e, à médio prazo, 168 toneladas
de Pet-Coke, e qual o custo do produto por tonelada fornecida?
Petro: A Petro Energia disponibiliza as quantidades supra citadas para
fornecimento imediato, na condição de CVP selecionado
ou “in natura”. O custo do produto acima mencionados na
condição F. O. B. (Porto do Recife) é de R$ 256,00
por tonelada, com ICMS, PIS, CONFINS inclusos.
MPF A PETRO ENERGIA IND. E COM. LTDA tem conhecimento de como é
feito o fornecimento de Pet-Coke para a Indústria Cimenteira
Nassau, localizada nos Municípios de Fronteiras/PI e Barbacena/CE
Petro: Não dispomos de informação sobre este fornecimento
Embora alguns itens batam com o que vem alertando a Bunge, não
foi levantado nenhum tipo de informação por essas três
entidades a respeitos de dano que o pet coke causaria à natureza,
contrariando o que prega a esmagadora de soja. A Bunge apresentou durante
audiência pública realizada na Secretaria de Meio Ambiente
e Recursos Hídricos (SEMAR) parecer da Associação
Brasileira de Cimento Portland, que revela o que pode causar o uso do
pet coke ao meio ambiente. CONFIRA MATÉRIA
A Procuradoria da República e Curadoria do Meio Ambiente defendem
o fim do uso da madeira nos cerrados piauienses, como fonte de energia
para as caldeiras da multinacional. Eles acreditam que a fonte energética
pode ser mudada e uma das alternativas é o pet coke. A Bunge
alimentos diz que não. Matéria: MPF e Bunge têm
informações contrárias no uso de Pet Coke
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| 14. Osmar
Júnior acredita na permanência da Bunge no Piauí |
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O Governo do Estado acredita numa decisão favorável da
Justiça ao recurso para garantir o funcionamento da Bunge Alimentos
no Sul do Piauí. A afirmação é do vice-governador
Osmar Júnior, que anunciou investimentos para estradas e sistema
de energia elétrica na região. Todas as licenças
ambientais para instalação da Bunge são regulares.
Osmar Júnior disse que ao contrário de outros estados,
como Paraná e Mato Grosso, que amargaram grandes prejuízos
com destruição ambiental, a situação do
Piauí é diferente porque existe preocupação
com impactos negativos no futuro com uso de novas tecnologias aliada
à consciência ecológica para superar os problemas.
Hoje, segundo o vice-governador, a população não
admite mais a cristalização de um Estado pobre, dependente
do Fundo de Participação, porque vive uma situação
que exige a melhoria da capacidade de financiar seus próprios
serviços. "É por isso que o governo persegue a sua
política de investimentos no Sul do Estado", acrescentou.
A Procuradoria Geral do Estado já entrou com recurso de agravo
regimental no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Bunge continue
sua produção na região "e esperamos que o
recurso seja julgado logo para termos tranquilidade na promoção
de investimentos", ressalta o vice-governador. Ele crê que
a Justiça vai ser favorável ao recurso porque o povo clama
por emprego e desenvolvimento.
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| 15. Audiência
discute matriz energética de funcionamento da Bunge |
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O Procurador da República Tranvanvan Feitosa declarou nesta sexta-feira
(14) que é radicalmente contra a utilização da
lenha para alimentar caldeiras da Bunge para beneficiamento da soja
produzida nos cerrados piauienses.
O Procurador vai defender com veemência a mudança da matriz
energética na audiência pública que se realizará
em Teresina, nesta segunda feira, dia 17 de maio, às 8:00 horas,
na Secretaria de Meio Ambiente do Estado, SEMAR. Segundo Tranvanvan
Feitosa, o petcoke é a matriz energética mais indicada
para substituir a lenha usada pela industria Bunge em Uruçui.
A audiência pública para discussão sobre os problemas
ambientais decorrentes da instalação e funcionamento da
unidade de beneficiamento de soja da Bunge Alimentos no município
de Uruçui foi determinada pelo Juiz Sandro Helano, na Ação
Civil Pública que o Ministério Público Federal
e Ministério Público Estadual movem contra aquela empresa,
a Mineração Graúna, o Estado do Piauí e
o Ibama.
Nesta audiência vão ser apresentados e discutidos os projetos
e relatórios de impacto ambiental da Bunge e da Mineradora Graúna.
No dia 20 de maio vão ser retomadas as discussões em nova
audiência.
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| 16. Possibilidade
de se retirar do Estado depende de decisão judicial |
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Pego de surpresa com as informações repassadas à
imprensa, possivelmente pelo jornalista Cláudio Barros, portando-se
como possível assessor do prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas
(PFL), o diretor de relações institucionais da Bunge,
Herculano Martins, que se encontra em Santa Catarina, teme que elas
sejam usadas de forma eleitoreira, vista a forma como foram divulgadas
aos meios de comunicação do estado.
Herculano promete para esta segunda-feira, um posicionamento oficial
da multinacional sobre o assunto. O que está existindo é
uma pendenga judicial entre o Ministério Público e a esmagadora
de soja, no que tange ao uso da matriz energética. Briga essa
provocada por ambientalistas, que não concordam com o uso da
lenha, por considerarem predatória.
Por decisão judicial a Bunge não pode mais comprar lenha
e deve usar somente a estocada, e esta já está acabando.
O Ministério Público pede que a multinacional mude sua
matriz energética.
Explicação para o repasse das informações:
Uma primeira interpretação por parte da Bunge Alimentos
do ocorrido, é a de que o material divulgado pela prefeitura
de Bom Jesus, à imprensa, culpando o governo do estado, seria
uma tentativa de uso eleitoral do assunto. Uma vez que a divulgação
foi feita no final da manhã de sábado, quando os grandes
jornais do estado já estão quase todos prontos para a
sua veiculação no final de semana e os escritórios
da multinacional estão fechados, impossibilitando o repasse dos
reais acontecimentos.
Dessa forma seria desvirtuada a briga judicial, como causa da retirada
da Bunge do território piauiense, e projetada a idéia
de culpa no Karnak.
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| 17. Leal
Júnior pede espaço e estranha atitude de Gustavo Medeiros |
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Por telefone, o deputado Leal Júnior (PFL) solicitou espaço
no 180graus.com para que pudesse fazer esclarecimentos sobre a publicação
titulada "Lobby da Bunge faz oposição bater boca
na AL", o que considerou "uma acusação grave".
Ele também rebateu declaração do deputado Gustavo
Medeiros (PFL), que disse que Leal "deve ter conversado muito com
o Governo esses dias", por ter solicitado a liberação
do projeto de Parcerias Público-Privadas. Medeiros é o
relator do projeto e há seis meses não apresentou relatório
sobre o PPP.
Sobre a Matéria O deputado esclarece em primeiro lugar que não
sofreu pressão da Bunge e muito menos do Governo, mas sim "dos
produtores de Uruçuí", que acreditam que com a aprovação
do projeto hajam mais melhorias na região. Segundo, não
declarou que Gustavo Medeiros estava "emperrando" o projeto,
só teria pedido para que ele emitisse um parecer já que
Gustavo está com o PPP em mãos há seis meses. Outro
esclarecimento que prestou foi que a informação de pedir
agilidade do PPP para que fosse reformulado o porto de Itaquí
é falsa, já que ele fica localizado no Maranhão.
E o último, diz respeito as suas possíveis lamentações
ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Kléber
Eulálio. O pefelista explica que não foi se lamentar,
mas sim saber se já havia saído o parecer de Medeiros
sobre o PPP e ficou sabendo que não.
Sobre Gustavo Medeiros Quanto à declaração em que
Gustavo Medeiros diz que o reclamante "deve ter conversado muito
com o Governo esses dias", a ponto de pedir a liberação
do PPP, Leal disse estranhar o posicionamento do parlamentar, companheiro
de partido.
Júnior afirmou que a última vez que falou com o governador
Wellington Dias foi durante um café da manhã na residência
do líder do Executivo, onde foram repassadas explicações
sobre a reforma administrativa, que na época, estava ainda para
ser enviada à Assembléia Legislativa.
“Eu
estranho o comportamento do deputado. Até porque eu tenho uma
posição muito definida e sei qual é o meu lugar
e o faço por convicção. Não tenho qualquer
ligação política ou administrativa que possa me
prender ao Governo. O que fiz foi cobrar uma providência que ele
deveria ter tomado 15 dias depois que recebeu o projeto, que foi dia
7 de fevereiro. O que eu quero é que ele (Gustavo Medeiros) diga
se é contra ou a favor e ofereça um parecer para que o
projeto tenha sua tramitação normal dentro da Casa e não
o ponha na gaveta. Eu não tenho nada contra o deputado, só
quero que ele deixe tramitar o projeto”, pontua.
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| 18. Bunge
não fala da possibilidade de mudar de Estado |
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Herculano Martins, relações publicas institucionais Bunge,
que está em Santa Catarina deu uma entrevista por telefone ao
programa Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde, para esclarecer
o que causou as discussões sobre a Bunge nos últimos dias.
A fábrica no Estado, está quase parada, por não
ter combustível para trabalhar (lenha), a matéria prima
só dá para mais 20 dias. As verbas direcionadas à
Bunge para as próximas colheitas também foram suspensas.
“A
empresa está parada por ter que cumprir um mandato judicial de
não usar lenha, o combustível que a empresa usa em todos
os estados que funciona”, afirmou Herculano Martins. O relações
públicas institucionais Bunge, declarou ainda que a empresa está
recorrendo da solicitação judicial, para utilizar a lenha
que é uma matéria prima existente no estado com abundância.
Ao ser perguntado sobre a saída da Bunge do Estado, Herculano
Martins, declarou que não está autorizado a falar se existe
possibilidade da Bunge se mudar para outro Estado.No fim da entrevista,
Martins informou:”Sempre trabalhamos para ficar no Piauí,
em conjunto com os governadores que estiveram em gestão desde
quando nos estabelecemos no Estado".
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| 19. Senador
do PFL diz que o futuro do Estado do Piauí esteja em jogo |
O senador Heráclito Fortes (PFL) defendeu, nesta segunda-feira(23),
em pronunciamento na Tribuna do Senado, a união da classe política
piauiense em prol de uma mobilização que assegure a manutenção
da empresa multinacional Bunge no Estado.
Ele informou que em conseqüência de uma série de obstáculos
surgidos a partir de ações judiciais, a multinacional
anunciou a suspensão de suas operações no município
de Uruçuí (Sul do Estado). "O que está em
jogo é o futuro do estado. Espero que, unidos, consigamos um
resultado feliz para a região e, sobretudo, para o Piauí",
disse Heráclito. |
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| 20. Bunge
será fechada se usar lenha como matriz energética |
A desembargadora federal Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região, determinou a imediata suspensão
da extração de madeira na Fazenda Graúna, localizada
em Antonio Almeida (PI), e a substituição da lenha por
outra matriz energética na Bunge Alimentos S/A, em Uruçuí
(PI).
Ela atendeu agravo de instrumento interposto pela Fundação
Águas do Piauí (Funáguas) na ação
em que a Justiça Federal do Piauí decidiu dar prazo de
60 dias para que a Bunge complementasse o estudo de impacto ambiental
sobre a viabilidade de matrizes energéticas a serem usadas no
processamento de grãos de soja.
A justiça de primeira instância também decidiu dar
prazo de 60 dias para que o Estado do Piauí e a Bunge apresentem
o resultado de suas discussões sobre o impacto ambiental provocado
pelas atividades da empresa e 90 dias para que a Secretaria do Meio
Ambiente e o Ibama-PI analisem o relatório de impacto ambiental
da Mineração Graúna Ltda, que fornece lenha à
Bunge.
Inconformado com a decisão, o diretor da Funáguas Judson
Barros, decidiu ingressar com o agravo de instrumento junto ao Tribunal
Federal da 1ª Região, alegando que a utilização
de lenha está provocando um desmatamento sem precedentes no Piauí,
realizado pela Graúna.
O agravo diz que a autorização para o desmatamento foi
concedida pelo Ibama sem que a empresa tenha apresentado previamente
o relatório de impacto ambiental. Alegou ainda que o juiz de
primeira instância, ao determinar a complementação
dos estudos, deixou claro que há vícios maculando o processo.
E sustenta que a Bunge tem sido intransigente em não querer buscar
outras fontes energéticas que não seja a lenha, por esta
ser a mais barata. A Funáguas aponta como alternativas o gás
liquefeito de petróleo ou o coque verde de petróleo.
A desembargadora federal entendeu que não é viável
a análise aprofundada do estudo de impacto ambiental da Bunge
para verificar se ele é ou não suficiente para embasar
a licença prévia concedida para as atividades da empresa,
embora ele contenha previsões de medidas compensatórias
dos impactos ambientais decorrentes de suas atividades.
Ela entendeu também que a continuidade das atividades significa
o desmatamento do cerrado, não se vislumbrando a possibilidade
da Bunge funcionar com lenha como matriz energética. |
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| 22. DISCURSO DO GOVERNADOR AGRAVA CLIMA DE INSEGURANÇA NO CERRADO DO PIAUÍ |
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A Bunge Alimentos se instalou no Cerrado do Piauí no ano de 2003 com todo apoio do governo do Estado. De pronto foi-lhe concedido uma isenção fiscal de 15 anos que causa um prejuízo de 200 milhões de reais em cada ano ao Piauí. Para que o Governador e políticos envolvidos no caso pudessem justificar o vergonhoso ato foi montado um discurso – canto de seria – para ludibriar a população. O argumento utilizado é sempre o mesmo: geração de emprego, como se isso justificasse a destruição dos recursos naturais, caos social e o prejuízo financeiro. A argumentação era de que seriam gerados 10 mil empregos indiretos e 517 empregos diretos na fábrica. Cinco anos depois é fato consumado de que nada disso aconteceu. Mas a empresa continua com os incentivos fiscais.
A Bunge não produziu os estudos e relatórios de impactos ambientais devidos. Mesmo assim foi autorizada a iniciar as atividades. Com o aval do IBAMA e do Governo do Estado lançou mão da fonte energética mais fácil e barata, a lenha nativa do Cerrado. Por conta desta situação e mediante um parecer do professor Álvaro Fernando de Almeida da ESALQ/USP a Fundação Águas juntamente com os Ministérios Públicos Federal e Estadual ajuizaram ação civil pública na Justiça Federal contra a Bunge e o Governo do Piau, empresa Graúna e IBAMA.
Um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC foi homologado entre as partes da qual a Fundação Águas recorreu. No dia 5 de março de 2008 o TRF 1a. Região proferiu decisão do recurso da Funaguas e por unanimidade cancelou o famigerado TAC.
Por conta da posição da Funaguas em defesa da vida e do meio ambiente, a Bunge, os produtores e o Governador WD desenvolvem uma conduta de hostilidades e ameaças contra o ambientalista Judson Barros. Esta situação teve seu ápice numa manifestação ocorrida em Uruçuí e promovida pela empresa, representantes do governo, políticos locais e empresários do ramo do agronegócio. Nesse ato bonecos foram amarrados pelo pescoço e queimados em praça pública como representação do ambientalista. Mais recentemente, através do site de relacionamento ORKUT um grupo de empresários da cidade de Floriano enviaram mensagens de ameaças ao ambientalista; por ocasião da Romaria da Terra e da Água em Uruçuí, onde o ambientalista se pronunciou numa manifestação pública mais ameaças foram direcionadas, dessa vez aos portais de notícias da Capital: “o ambientalista Judson Barros merece ser amarrado pelos “ovos” de cabeça para baixo e comer capim”. Em nenhum dos casos o Estado tomou qualquer providência.
A empresa Bunge Alimentos a título de intimidação promoveu cinco processos contra o ambientalista. Um criminal, onde utilizou o empregado Valmir Romani na promoção da ação, este alegando calúnia e difamação. “Nunca vi esse “cidadão”. Em outros quatro na seara civil, a empresa pede 2 milhões de reais de indenização por danos morais. Como se tudo isso ainda fosse pouco o Governador Wellington Dias se utiliza da máquina do Estado para promover terrorismo contra a minha pessoa. Nas vésperas do julgamento da ação no TRF em Brasília, mandou seu Secretário de Fazenda montar um Tribunal de Exceção com o objetivo de promover mais retaliação. A idéia de perseguição é no sentido de fazer com que o individuo se dobre aos seus interesses.
A situação de insegurança ronda o Cerrado. O Governo adota a postura Lulla: “não sei de nada”. Em Uruçuí as hostilidades são evidentes: “O Chico Mendes do Piauí está na cidade”. Para piorar essa situação o Governador Wellington Dias (PT) em reunião acontecida no dia 28 de março em Uruçuí, na presença de empresários e militantes do seu partido, disse efusivamente que a situação de desespero e o prejuízo que amargam os empresários é culpa do ambientalista Judson Barros.
A afirmação do Governador representa uma atitude irresponsável e premeditada. Não foi qualquer pessoa proferindo tal afirmação, foi o Governador do Estado. É possível concluir que o Governador quis dar a entender que os produtores de soja podem tomar a decisão que quiserem, pois ele também e favorável.
Não pretendo ser nenhum Chico Mendes, tampouco ser assassinado e os órgãos estatais montarem uma versão de suicídio. Minha integridade física depende do Estado, perpassa interesse de qualquer governador. Mas na atualidade, qualquer que seja a violência que possa ser cometida contra a minha pessoa diz respeito como também é da responsabilidade do governador Wellington Dias. Uruçuí é a minha cidade. Falo em nome de muitos que não podem falar. Não é a intimidação que vai me calar.
O Cerrado está um barril de pólvora pronto a explodir por culpa única e exclusivamente do governador WD. As estradas e pontes prometidas em campanha eleitoreira, para escoamento da produção, não são da responsabilidade do movimento ambientalista, diz respeito ao Governo. A situação é grave porque o tempo de desenvolvimento a qualquer custo já passou. Pena que o governador, os sojeiros e a Bunge ainda não entenderam isso.
Judson Barros
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